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Interessante e oportuno artigo de Ludmila Culpi sobre o Parlasul,  parlamento do Mercosul.

Entre alguns pontos que merecem ser destacados:

  • As eleições dos membros brasileiros para a Parlasul ocorrerão em 2010, junto com as eleições presidenciais. Mas nada se debate à respeito. Além disso, existe a possibilidade de que elas sejam suspensas ou adiadas.

 

  • O pouco compromisso dos países envolvidos com o processo de integração. O Paraguai foi o único país que escolheu os representantes ao Parlasul. Argentina e Uruguai vão elegê-lo(a)s apenas em 2011.

 

  • Os dois maiores motivos para o pouco comprometimento brasileiro e a possível suspensão ou adiamento de tais eleições está na dificuldade da Câmara dos deputados em definir um formato para elas, além do pouco envolvimento da sociedade civil nessa definição. O outro é a postura dos governantes, que vêem o Parlasul como inoperante, aumentando o ciclo de desinformação da população com relação a sua importância.

 

  • Fala também de um ponto central que é o medo que alguns Estados têm da supranacionalidade, ou seja, a transferência de poder a uma instituição comunitária, que o faria acatar suas decisões mesmo que tal Estado seja contrário a elas.

 

  • Fala da questão das assimetrias regionais como um empecilho à realização das eleições nacionais do Parlasul que já foi superado. Nesse contexto, a visão é mais crítica ao Brasil, que exigiu proporcionalidade (número de parlamentares de acordo com o tamanho da população) e foi atendido.

 

  • Defende o encaminhamento do Parlasul para voltar a mover a integração, considerada estagnada por muitos autores. Defende o envolvimento não só dos políticos, mas das populações dos países envolvidos, que serão beneficiadas com o aprofundamento de tal integração. Define o momento como crucial para a mudança de rumos do MERCOSUL.
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