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Gráfico abaixo de matéria do Estadão mostrando uma espécia de “revolução vertical” nas região Norte. Dados do IBGE mostram que houve crescimento de 158% na região.  São vários os debates acerca do tema, todos relacionados. Temos a infame especulação imobiliária que além de concentrar/diminuir a oferta de terrenos, interfere/impede (n)o crescimento horizontal das cidades, aproveita-se do aumento de crédito e renda dos últimos anos para uma verticalização nem sempre sustentável e planejada da cidade, enriquece em detrimento da coisa pública. Temos o próprio aumento da renda na região criando novos pólos centralizados enriquecidos, perdendo-se então a oportunidade de uma nova forma de urbanidade, reeditando os malogros históricos das grandes cidades ao sul do mapa (redes sanitárias precárias, poluições, tráfego, violência, guetificação) . A falta de planejamento urbanístico e, anteriormente a isso, a discussão urbanística. No centro de tudo isso, a não mais producente e anti-humana centralização da riqueza, no tempo, no espaço e na subjetividade.

Do lado bom, e algo que não pode ser esquecido, e apesar de contraditório, os últimos anos de políticas públicas deslocando o enriquecimento dos pólos antigos centro-sul. Há que se pensar, no entanto, se as novas formas de “centro” levarão o cadáver dos outros que tanto conhecemos.

Crescimento de 158% na Região Norte

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