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Saiu hoje no Valor Econômico nota sobre o aumento da participação das pequenas empresas no desemboldo do BNDES. “25% das liberações, ante 18% no mesmo período de 2010 e 10% em 2008. De janeiro a abril, obtiveram R$ 8,5 bilhões dos R$ 33,9 bilhões liberados”. O dado é fundamental na discussão sobre o papel do banco no desenvolvimento nacional (a escolha dos super campeões, a centralização dos desembolsos, as alianças políticoempresariais originadas desse modelo). O BNDES ano passado também bateu recorde de microcrédito. O crescimento do apoio às pequenas empresas ocorreu, de acordo com Cláudio Guimarães, superintendente do banco:

(…) principalmente a partir da criação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) no âmbito da Finame, com juros fixos e mais baratos, e com a introdução do Cartão BNDES, que funciona como um cartão de crédito para os pequenos empresários

De acordo com relatório do BNDES, os investimentos, nos últimos 12 meses,  se concentram na região Sudeste (57%) e, como já é sabido, nas grandes empresas (72% delas, o equivalente a R$120 bilhões. Do outro lado, temos as pequenas, médias e pessoas físicas com 23%, ou R$48 bilhões).

 A novidade está no desempenho comparativo das pequenas empresas com relação ao ano passado, como visto acima, e no contraste com as grandes empresas: 55% para estas e 45% para as chamadas MPME.

Será uma mudança no seio do modelo escolhido? A polêmica do caso Pão de açúcar influenciará nos futuros desembolsos do BNDES às empresas gigantes? As MPES terão protagonismo daqui pra frente?

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